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11/02/2008 | O Globo - André Miranda

A internet ao alcance das escolas

Projeto Embratel Educação interliga 48 mil estudantes com o mundo através da rede Comunicação.

É dessa palavra simples — mas da qual todos estão atrás — que se trata o projeto Embratel Educação, do Instituto Embratel. Mais do que isso, é pelo direito à comunicação que o programa criado em 2006 luta, ao permitir que 48 mil alunos e oito mil professores de 50 escolas brasileiras tenham acesso e aprendam a usar os recursos da internet. Muitas escolas, aliás, localizadas em locais isolados, onde nunca se imaginou que haveria um computador, muito menos uma rede interligada com o resto do mundo.

A iniciativa começou a se desenhar em 2004, época em que a Embratel iniciou a implantação de cabos de fibra ótica na região da Floresta Amazônica, ligando as capitais Porto Velho e Manaus através dos 92 quilômetros da rodovia BR-319. Dois anos depois, já com os cabos instalados, surgiu a idéia de aproveitar as fibras para realizar um trabalho nas reservas extrativistas do local. Nascia, então, o Embratel Educação.

>— O que a gente vê é que a internet é um poderoso instrumento de complementação da educação formal. Nosso projeto é sempre de apoio à educação formal, pública. Isso abre espaço de acesso ao mundo, de pesquisa com os meninos. Parece um resultado mínimo, mas a diminuição da evasão escolar é imensa. Quando eles descobrem que há computador com internet na escola, eles não deixam de ir às aulas — explica Luiz Bressan, diretor do Instituto Embratel. Em média, são gastos R$ 600 mil por ano com o projeto. Além do acesso à internet, os alunos têm a sua disposição dez cursos de informática online e vídeos educativos. Hoje, o projeto funciona em escolas dos estados do Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Pernambuco, inclusive Fernando de Noronha. Em algumas, as condições ainda são bem aquém do que a das grandes cidades. — Em muitas reservas extrativistas, a energia ainda fornecida via gerador. Então, se acaba o óleo para o gerador funcionar, os meninos precisam desligar os computadores— conta Bressan. — O Ibama, que é um de nossos parceiros na iniciativa, está planejando mudar os geradores por placas de energia solar.

A próxima realização do programa Embratel Educação é a iminente concretização do acesso à internet em mais seis escolas. Desta vez, o aumento da oferta será possível por conta de outro projeto da Embratel: o satélite Star One C1, lançado em novembro pela empresa. — O mais interessante é que não são apenas os alunos a utilizarem a internet.

Toda a comunidade participa muito do projeto — garante Bressan.


http://www.institutoembratel.org.br
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