Clipping

09/11/2007 | Gazeta Mercantil Online - Caderno C

Star One, da Embratel, investe R$ 1 bilhão em satélite

São Paulo, 9 de Novembro de 2007 - Com investimento de R$ 1 bilhão e para garantir a continuidade dos serviços de telefonia, televisão, rádio, transmissão de dados e internet no Brasil, a Embratel lançará esta noite, da base de Kourou, Guiana Francesa, por meio do foguete da Arianespace, o Star One C1, satélite da nova geração denominada Série C.

Cerca de 16 milhões de residências brasileiras captam sinais de tevê diretamente dos satélites da Embratel. A nova geração de satélites vem tendo a participação recorde de brasileiros em suas diversas etapas, desde o projeto e desenvolvimento de sistemas até o seu posicionamento orbital, afirmou fonte da empresa.

Ao todo, 78 profissionais da empresa estão envolvidos, sendo cinco astrônomos, 56 engenheiros, três analistas de sistemas e 14 técnicos em telecomunicação e eletrônica.

O braço da Embratel na área de satélites é a Star One, da qual tem 80% do capital, sendo os demais 20% de propriedade da GE. O presidente da Star One, Gustavo Silbert, afirmou que o objetivo da nova geração de satélites é ampliar a potência, cobertura e os serviços às empresas.

O Star One C1 tem quase o dobro da potência do Brasilsat B2, ao qual substituirá na posição 65º W, saindo do País e alcançando as Américas do Sul, Central e Flórida (EUA).

Há 28 transponders (receptores e transmissores de sinais) em banda C, 16 banda Ku e um banda X.

A banda C garante a oferta de sinais de voz, tevê, rádio e dados, incluindo internet. A banda Ku possibilita serviços de transmissão de vídeo diretamente aos usuários, além de internet e telefonia em localidades remotas. A banda X é uma freqüência exclusiva para uso militar.

Em fevereiro de 2008, será lançado o Star One C2, que ocupará a posição 70º W, do Brasilsat B1. Fabricado pela Alcatel Space, na França, baseado na plataforma SB 3000 - B3, o Star One C1 tem massa total 4100 kg e vida útil de 15 anos. Ficará a 36 mil quilômetros da superfície da Terra, controlado pela equipe da Embratel na estação de Guaratiba. A nova geração de satélites vem tendo a participação recorde de brasileiros, desde o projeto até o posicionamento orbital.

Voltar