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01/10/2009 | Teletime

Operadoras negam falta de capacidade

Embora estejam previstos 17 lançamentos de novos satélites que iluminarão a América Latina até 2012, a consultoria latino-americano Convergência Research aponta que esse aumento da oferta não será suficiente para frear a tendência de aumento de preço provocada pela escassez de capacidade. Os serviços de HDTV, seja na TV aberta ou paga, são os principais responsáveis pelo aumento da demanda por capacidade satelital o que, na opinião de Ana Bizberge, analista sênior da Convegência Research, será responsável por elevar o preço por MHz. "É a regra de qualquer mercado. Quando a demanda aumenta mais que a oferta, o preço sobe", diz ela. A consultoria estima que a alta definição da TV aberta é responsável por cerca de 5% da capacidade usada pelos serviços de TV. Para 2014 a expectativa é que essa participação supere os 10%.
Os executivos do setor, entretanto, refutam essa tese de falta de capacidade. Gustavo Silbert, presidente da Star One, diz que é procurado por vários clientes que encontram capacidade disponível não só na Star One, mas também nos concorrentes. Estevão Ghizoni, da Intelsat concorda. "A gente não vê essa falta de capacidade. Eventualmente em certas bandas em certas regiões existe um aperto, mas não falta", disse ele. A Intelsat possui 27 satélites, dos quais 12 iluminam o Brasil.
Os empresários do setor dizem estar preparados para suportarem a demanda por mais capacidade satelital. Até o final de 2011, a SES World Skies prevê o lançamento de mais 8 satélites, cuja maior parte da capacidade (72%) será para mercados emergentes. O embaixador Sebastião do Rego Barros, membro do conselho de administração da Hispamar, lembrou ainda da descoberta do pré-sal, cujo campos de petróleo estão a mais de 200 Km da costa. A exploração desse petróleo muito provavelmente demandaria serviços de satélite.

Délio Moraes, presidente da Hughes, menciona ainda que 70% dos clientes da Hughes são empresas que tinham outra opção de acesso além do satélite. Segundo ele, para uma rede corporativa com 200 ou 300 pontos com várias aplicações convergentes o meio satélite tem se mostrado mais eficiente que os outros e também com preços competitivos. "Esses clientes compararam com outras tecnologias e escolheram o satélite. Não existe mais aquela idéia que o satélite só serve onde as outras tecnologias não chegam", disse ele. A Hughes cresceu 41% em 2008 e prevê crescer 35% em 2009. Os executivos participaram do 9º Seminário Latino-Americano que acontece no Rio de Janeiro.


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