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09/02/2010 | telesintese.com.br

Oferta de capacidade espacial aumenta 34% em três anos no Brasil

Por Miriam Aquino O mercado de serviços de telecomunicações via satélite brasileiro mantém-se bastante aquecido. São as metas de universalização das concessionárias, as expansões da telefonia móvel para todos os municípios; o incremento da demanda provocado pela TV digital; o aumento do consumo de banda pelo ensino a distância. Tudo isso somado faz com que satélites estrangeiros e brasileiros ampliem a sua capacidade de iluminar o território brasileiro. Hoje, conforme dados da Anatel, 29 satélites estrangeiros e 9 brasileiros iluminam o país. Embora a agência não tenha dados da demanda – ou dos preços praticados no mercado –, ela acompanha a oferta dos serviços de telecomunicações e, conforme os números apurados, o mercado tem aumentado sensivelmente. Em três anos, a oferta de transponders equivalentes de 36 MHz, nas bandas C e Ku, passou de 500 para 670, o que soma mais de 24 mil MHz de capacidade espacial. Segundo João Carlos Albernaz, gerente-geral de satélite e serviços globais da Anatel, esse aumento de transponders disponíveis ocorreu mesmo depois de a agência iniciar a cobrança dos satélites estrangeiros, iniciativa que começou no ano passado e que fez com os esses satélites adequassem a largura de banda às suas reais necessidades de utilização. Hoje, a Star One (subsidiária da Embratel) possui seis satélites ocupando posições orbitais nacionais, a Hispamar (subsidiária da Oi) conta com dois satélites nacionais e uma licença estrangeira; e a Telesat Brasil (novo nome da Loral Skynet, depois da fusão entre as empresas canadense e norte-americana), uma licença nacional. Segundo Albernaz, não há perspectiva de a Anatel lançar qualquer nova licitação para satélite nacional este ano, visto que em dezembro lançou consulta pública para duas novas bandas – a Ka, que oferece mais capacidade de propagação dos sinais, pleiteada pela Hispamar, e outra banda Ku, pleiteada pela Star One. Estações licenciadas O Brasil fechou o ano passado com 138,4 mil estações terrenas móveis em funcionamento e 57,7 mil estações terrenas fixas, contra 133,2 mil móveis e 45,1 mil fixas de 2008. Essas estações são as que ficam com os usuários finais, como os equipamentos de rastreamento, de acesso à internet banda larga, etc. Os decodificadores de TV analógica ou digital não entram nessa conta porque eles não são transmissores e, sim, receptores e, por isso, não são licenciados pela Anatel.


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